Apoio

 

Brizola-Tempos de Luta tem o apoio institucional da Fundação Mario Soares.

 

 

 

Constituída em 12 de Setembro de 1991, a Fundação Mário Soares é uma instituição de direito privado e utilidade pública sem fins lucrativos, ligada à pessoa do ex-Presidente da República Portuguesa, Mário Soares.

Tendo como matriz a personalidade e a vida do Dr. Mário Soares, esta Fundação adotou um modelo organizativo aberto e flexível, capaz de gerar iniciativas e projetos que alcançam diversificados e vastos públicos, influindo de modo continuado no debate de idéias e valores e na procura de caminhos para a afirmação de uma cidadania contemporânea.

A capacidade demonstrada na criação, desenvolvimento e execução de uma multiplicidade de projetos em diferentes áreas tem justificado apoios, patrocínios e parcerias de entidades públicas e privadas, sem os quais os meios próprios da Fundação se revelariam insuficientes.

Na sua curta existência, a Fundação demonstrou cabalmente a competência de, com meios reduzidos, executar projetos complexos, de grande impacto social e de manifesto interesse público.

Neste âmbito, é igualmente de sublinhar a formação pela Fundação de um grupo de trabalho, cujas valências e competências constituem garante da aplicação/rentabilização de futuros apoios.

A crescente internacionalização da ação da Fundação Mário Soares constitui, por outro lado, um objetivo mobilizador da sustentabilidade do prosseguimento dos seus fins estatutários.

Mario Soares

Como Secretário-Geral do PS participou em todas as campanhas eleitorais, sendo deputado por Lisboa em todas as legislaturas, até 1986. Em consequência da vitória do PS nas primeiras eleições legislativas realizadas em 1976, foi nomeado Primeiro-Ministro do I Governo Constitucional (1976-77), ao qual se seguiu um outro, o II, também por si presidido (1978). Neste período, houve necessidade de enfrentar e resolver uma situação de quase ruptura financeira e de paralisia das atividades econômicas, mediante um programa de estabilização e rigor, negociado com o FMI, graças ao qual se celebrou um "grande empréstimo" e se pôs a economia a funcionar. Foi ainda durante o I Governo Constitucional que se procedeu à reabsorção, com pleno êxito, de quase um milhão de portugueses retornados das ex-colônias. Durante 1976 e 1977 foram também aprovadas as primeiras leis que deram forma ao novo Estado de Direito (código civil, lei da delimitação dos sectores, lei de bases da reforma agrária, etc.) e começaram a funcionar, com regularidade, os mecanismos institucionais previstos na Constituição de 1976. Derrubado o II Governo pela denúncia unilateral, por parte do CDS, do acordo político de incidência governamental em que ele assentava e pela recusa do então Presidente da República, general Ramalho Eanes, em permitir ao Executivo pôr a questão de confiança ao Parlamento, liderou a oposição desde 1978 a 1983, tendo sido durante esse período viabilizada a primeira revisão da Constituição da República, na qual Mário Soares se empenhou fortemente. Esta revisão constitucional eliminou finalmente a tutela político-militar, que vinha dos primeiros tempos da Revolução, e consagrou o carácter civilista, pluripartidário e de tipo ocidental do regime. Foi então criado o Conselho de Estado, para o qual Mário Soares foi eleito pelo Parlamento.

Mario Soares tornou-se grande amigo de Leonel Brizola desde quando o líder trabalhista brasileiro estava no exílio, levando-o a integrar-se à Internacional Socialista da Europa.